Veja quais são os 6 principais tipos de crédito imobiliário

Adquirir uma casa ou apartamento para sair do aluguel ou para investir o dinheiro é o sonho de muitos brasileiros. É, também, resultado de economia, planejamento e muito conhecimento. Como poucas pessoas têm a possibilidade de quitar uma propriedade à vista, o financiamento imobiliário pode ser o principal recurso a ser procurado. Mas, dentre tantos tipos de crédito imobiliário, qual é a melhor escolha?

Antes de decidir, é fundamental entender o funcionamento de cada modalidade de financiamento. Isso porque a melhor alternativa depende da sua realidade financeira, das suas preferências de pagamento e das suas possibilidades.

Para ajudar você a analisar com cautela e assertividade, preparamos esse post com as principais modalidades de crédito imobiliário.

Está pronto para planejar a compra da sua casa? Confira agora as 6 principais alternativas disponíveis.

Como funciona o crédito imobiliário?

O crédito imobiliário é concedido quando alguém quer comprar um imóvel novo, usado ou ainda na planta, por meio de financiamento. Nesses casos, as instituições bancárias efetuam o pagamento integral do valor do imóvel e parcelam, para o comprador, o valor devido.

A quantidade de prestações depende das condições oferecidas pelos bancos e das possibilidades de cada comprador.

O que difere cada tipo de financiamento são as condições, as taxas de juros, a forma de pagamento, o período de financiamento, o valor máximo do imóvel, a entrada mínima, entre outros fatores. Além de mudar entre as instituições, muitas dessas características variam de acordo com o rendimento familiar e do quanto pode ser pago mensalmente pelo comprador.

Quais são os tipos de financiamento disponíveis no mercado?

Existem 6 modalidades principais no mercado brasileiro. Veja abaixo quais são elas.

1. Sistema Price

Essa modalidade de crédito imobiliário é um dos mais populares, mas tem sido cada vez menos adotado no país.

Suas prestações são fixas, os juros são decrescentes e as amortizações crescentes.

Aqui no Brasil, com a alta da inflação, foi necessária adaptação da Tabela Price, que agora trabalha com índices que reajustam as parcelas de acordo com o índice nacional.

É utilizada, então, uma TR (Taxa Referencial), que funciona como um indicador pós-fixado.

2. SAC (Sistema de Amortizações Constante)

O SAC é uma categoria de financiamento imobiliário com variação de juros, o que faz com que as prestações tenham seu valor diminuído ao longo do contrato.

Na prática, o comprador tem as parcelas iniciais maiores, amortizando a dívida mais rapidamente e arcando com taxas menores de juros.

É uma das formas mais adotadas por compradores brasileiros, já que evita surpresas desagradáveis. Embora pareça mais fácil, essa modalidade é uma das mais indicadas.

3. Sacre

O Sacre é uma mistura das duas categorias citadas acima, o Sistema Price e o SAC.

Da mesma forma que no Sacre, nessa modalidade, as parcelas também aumentam em determinados períodos. Em um ponto, entretanto, começam a decrescer.

A semelhança com o SAC está no reajuste pela TR, que substitui a correção monetária.

Para ajudar e esclarecer melhor como ela vai funcionar na prática, o ideal é fazer uma simulação nos sites das instituições bancárias.

As simulações permitem que você faça os cálculos de acordo com o valor do imóvel que você deseja comprar e da parcela que você pode pagar com tranquilidade.

4. SFH (Sistema Financeiro de Habitação)

O SFH é uma categoria de crédito imobiliário oferecido pelo Governo Federal. Os recursos são retirados do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos) e do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

É a forma mais utilizada de financiamento do Brasil e prevê alguns critérios para o comprador.

O valor máximo do imóvel financiado deve ser de R$ 750 mil nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. No restante do Brasil esse valor não pode ultrapassar os R$ 650 mil.

Não é possível, no entanto, parcelar a totalidade do valor. A concessão máxima é de R$ 585 mil e a parcela não pode comprometer mais do que 30% da renda do comprador.

Também existe regra para o prazo máximo de financiamento, que não deve ser maior do que 35 anos, ou seja, 420 meses.

5. SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário)

Esse também é um sistema oferecido pelo Governo Federal e foi criado como forma de complemento ao sistema SFH.

Nessa modalidade os juros são maiores e variáveis e não precisa de um valor máximo para o imóvel. Também não é exigida porcentagem máxima dos ganhos do comprador. Por ser mais arriscado para as instituições, pode sair mais caro.

As instituições não concedem mais do que 80% a 90% do valor do imóvel e o prazo total de financiamento também não pode ultrapassar os 35 anos.

6. Minha Casa Minha Vida

O programa habitacional Minha Casa Minha Vida, iniciativa do Governo Federal criada em 2009, tem como finalidade facilitar a compra do imóvel de famílias de diversas faixas de renda.

As regras, alteradas em 2017, agora atendem casos com rendimento de até R$ 9 mil brutos.

Uma das formas de facilitar a compra é por meio do subsídio, como é chamada a ajuda para a entrada do imóvel. Isso, no entanto, está previsto para pessoas com renda bruta de até R$ 4 mil. Desta faixa em diante o crédito é facilitado com taxas de juros menores além da possibilidade de utilização do saldo do FGTS como entrada do imóvel.

Para ser aprovado, o titular não pode ter imóvel próprio e a casa financiada deve ser utilizada exclusivamente para moradia.

Também não é possível conseguir o benefício caso o CPF do proponente esteja nos órgãos de proteção ao crédito.

Adquirir um imóvel para sair do aluguel pode parecer impossível, mas existem diversas formas de planejar e facilitar esse momento tão importante de conquista.

Para melhorar ainda mais sua experiência, não deixe de contar com a ajuda de uma imobiliária de confiança. Os profissionais dessas empresas entendem do mercado imobiliário, fazendo com que suas dúvidas sejam esclarecidas e que sua transação aconteça de forma segura, confiável e à prova de fraudes.

Agora que você já sabe os tipos de crédito imobiliário, proteja-se ainda mais e leia nosso post sobre os fatores que influenciam o valor de um imóvel!

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