Minha casa minha vida: tire suas dúvidas sobre o assunto

Muitas pessoas sonham em construir ou adquirir sua casa ou apartamento próprio, porém os valores de imóveis são muito altos para a maioria delas.

Existem bancos privados e públicos que financiam uma parte ou quase todo o valor do imóvel, dividindo a quantia em meses, durante anos. Um dos mais vantajosos é o serviço oferecido pela Caixa Econômica Federal, conhecido como Minha Casa Minha Vida.

Esse financiamento imobiliário se encaixa em vários tipos de perfil e de acordo com a condição de cada cliente. Os interessados devem pesquisar sobre as condições ofertadas por cada banco antes de optar por um deles.

Mas as taxas de juros, o parcelamento, o valor das prestações etc., costumam ser mais viáveis usando o programa do Governo Federal.

Para ajudar você a saber mais como funciona o Minha Casa, Minha Vida, preparamos este post, com as principais informações de que você precisa. Então, continue lendo!

O que é o projeto Minha Casa Minha Vida?

O programa foi criado em 2009, pelo Governo Federal, com o intuito de facilitar e ajudar na compra de casas e apartamentos, especialmente, para as famílias de baixa renda.

É um financiamento para habitação popular urbana, visto que tem inúmeras vantagens em comparação aos outros créditos oferecidos pelas instituições financeiras. Esse programa faz parceria com estados, municípios, empresas e entidades sem fins lucrativos.

Quem pode utilizar esse serviço?

Famílias que recebem até R$ 9 mil mensais têm direito de financiar imóvel pelo Minha Casa Minha Vida. Os benefícios, porém, são diferentes para cada faixa de ganho bruto — lembrando que todos os salários da casa devem ser contabilizados.

Veja os três tipos de faixa salarial em que as famílias devem se encaixar:

Faixa 1: renda mensal de até R$1.800,00

Para famílias com ganhos mensais de até R$1800,00, os benefícios são os maiores.

Essa parte da população pode ter até 90% do valor do imóvel pago pelo governo e as parcelas das prestações não podem ultrapassar um décimo da renda familiar. Isso existe para evitar a inadimplência e que os beneficiários percam o imóvel adquirido.

Faixa 1,5: renda mensal de até R$2.600,00

Famílias que se encontram nessa faixa de rendimento podem adquirir o primeiro imóvel com taxa especial de juros: 5% ao ano. Existe, também, a ajuda na entrada do imóvel, que pode chegar aos R$47.500,00.

Faixa 2: renda mensal de até R$4.000,00

Para quem se encontra nessa faixa de renda, a taxa de juros varia de 5,5% a 7% ao ano, abaixo do que as instituições costumam praticar no mercado. Aqui, também existe o subsídio oferecido pelo governo. O teto para esse valor é de R$29.000,00.

Faixa 3: renda mensal de até R$9.000,00

Essa é a única faixa de renda que não é contemplada com a ajuda na entrada, ou seja, com o subsídio. Ainda assim, essas famílias podem financiar um imóvel com taxa máxima de juros de 9,16%.

É importante lembrar que, caso haja dificuldades para dar o valor inicial, é possível que os trabalhadores saquem o valor do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para esse fim. Mesmo para pessoas em que a renda se enquadre nas Faixas 1 e 2, precisam verificar se o imóvel também está enquadrado nesta modalidade de subsídio, a grande maiorias dos imóveis não está devidamente habilitada para a Faixa 1 e um número maior se encaixa na Faixa 2.

Quais os pré-requisitos para participar?

É preciso apresentar em um banco documentos pessoais, geralmente, Registro Geral (RG), Cadastro de Pessoa Física (CPF), dados para contato (telefones, e-mail e endereço), comprovante de residência e comprovante de renda mensal, além da declaração completa do Imposto de Renda.

No entanto, existem mais alguns requisitos que a instituição, geralmente, exige do cliente, como: o imóvel deve ser utilizado para sua moradia, sua renda familiar bruta deve ser de até R$7.000,00 por mês e a prestação não pode ultrapassar 30% da sua renda familiar mensal.

Como funciona?

Em primeiro plano, o comprador fará um cadastro na prefeitura ou na entidade bancária do seu município e, consequentemente, será avaliado pelas agências da Caixa. Os dados fornecidos serão passados por uma análise.

Por exemplo: verificar se existe algum pagamento pendente junto à própria instituição ou a todos os credores consultados. Também é avaliado se a parcela do valor solicitado cabe nas condições financeiras do interessado.

Essas informações serão estudadas pelos representantes do programa Minha Casa Minha Vida, como os correspondentes bancários. Se preferir, existem sites das próprias instituições que fazem uma simulação do financiamento desejado. Quando aprovado o cadastro, a pessoa assinará o contrato do financiamento e automaticamente receberá o crédito almejado.

Como comprovar renda?

Trabalhadores formais, ou seja, aqueles que têm registro na Carteira de Trabalho, podem facilmente comprovar a renda por meio do holerite (contracheque). A dúvida, no entanto, pode surgir para outros profissionais, que podem entrar em desespero ao ler as regras do financiamento imobiliário. A boa notícia é que ele é possível.

Uma das formas aceitas pelos bancos para comprovação de renda é a declaração do IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física). Esse documento faz com que a instituição analise seus ganhos e estipule o valor máximo para ser financiado.

Os profissionais liberais e autônomos, como advogados, artesãos e outros trabalhadores podem apresentar Contrato de Prestação de Serviços e livro-caixa. Se não tiver esses documentos, também é possível apresentar Decore (Declaração de Obtenção de Rendimentos) ou extrato bancário.

Quais as outras regras do programa?

Além dos citados acima, existem outros requisitos para participar do programa Minha Casa Minha Vida. É importante ressaltar que os titulares das famílias das faixas 1, 2 e 3 não podem ter o nome negativado, ou seja, não podem constar nos serviços de proteção ao crédito. Essa regra existe para evitar a inadimplência e priorizar os bons pagadores. Se esse é o seu caso, será necessário quitar as dívidas e fazer o cadastro novamente no programa.

Também é regra que o proponente não tenha imóvel próprio, já que o programa foi criado para facilitar a compra do primeiro imóvel e subsidiar a parcela da população que mais necessita. Isso também evita que haja especulações e grandes investidores se beneficiando do programa.

Lembre-se, também, de ficar atento a toda documentação exigida na hora de comprar um imóvel. Saber de antemão o que será necessário economiza tempo e agiliza o processo.

Caso você ainda tenha dúvidas, é possível você visitar o site da Caixa Econômica Federal para fazer uma simulação de acordo com sua renda. Além de você poder ver os valores das parcelas, consegue se planejar para o futuro e ficar mais perto da realização desse sonho.

E então, gostou do nosso texto sobre Minha Casa Minha Vida? Já pensou em financiar por meio dele? Conte a sua experiência nos comentários.

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